COMENTÁRIOS SOBRE A VELHA E A NOVA MANEIRA DE VIVER - INTRODUÇÃO - PARTE 1
A Antiga Vida: Mortos em Pecados (Efésios 2:1-3) 💀
Os versículos de Efésios 2:1-3 são uma descrição poderosa e detalhada da condição espiritual da humanidade antes da intervenção salvadora de Cristo.
Eles pintam um quadro sombrio da vida de um discípulo de Jesus antes de ser resgatado, enfatizando a sua total incapacidade de agradar a Deus ou de buscar a Sua comunhão.
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1. Estado de Morte Espiritual (V. 1)
O primeiro versículo estabelece a condição mais crítica da antiga vida:
“Ele vos deu vida, estando vós mortos em vossas transgressões e pecados” (Efésios 2:1).
* Mortos: Esta não é uma morte física, mas sim uma morte espiritual ou separação de Deus, a Fonte da vida. Isso significa que, em seu estado natural, o ser humano é inerte e incapaz de ter comunhão com Deus ou de responder a Ele, semelhante a um corpo sem vida que não consegue se mover ou sentir.
* Transgressões e Pecados: A morte é causada pela transgressão (literalmente, "passar da linha") e pelos pecados (errar o alvo). Isso mostra que a conduta pecaminosa é tanto a evidência quanto o resultado dessa morte espiritual inerente. A vida do não-cristão é caracterizada por ações que violam ativamente a lei de Deus e, mais genericamente, pela natureza de não atingir a perfeição e o padrão de Deus.
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2. A Influência Dominante (V. 2)
O versículo 2 descreve o modo de vida prático que resultava desse estado de morte, identificando três poderosas forças que governavam a antiga vida:
* O Curso Deste Mundo: O discípulo andava segundo o "curso deste mundo". Isso se refere ao sistema de valores, padrões e filosofias da sociedade que são contrários à vontade de Deus. É viver em conformidade com as tendências e costumes de uma era dominada pelo pecado.
* O Príncipe da Potestade do Ar: Esta é uma referência ao Diabo (Satanás). Antes de ser salvo, o indivíduo estava sob a autoridade e influência ativa de um poder maligno que opera nos corações dos desobedientes. O discípulo estava, essencialmente, sob o domínio de Satanás.
* Os Filhos da Desobediência: Esta frase final conecta a obediência a Satanás com o resultado prático: a desobediência a Deus. A vida antiga era uma vida marcada pela desobediência constante e pela rebelião contra o Criador.
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3. A Natureza Corrompida e o Destino (V. 3)
O versículo 3 coloca o crente (e o próprio apóstolo Paulo) dentro desse quadro, sublinhando que não eram exceções e que a corrupção era interna:
* Desejos da Carne: A antiga vida era gasta satisfazendo as paixões da carne. A "carne" aqui se refere à natureza humana decaída e seus instintos, que são inerentemente hostis a Deus. Isso inclui não apenas pecados sexuais, mas também o orgulho, a inveja, a avareza e todos os impulsos egoístas que buscam satisfação sem se importar com a vontade de Deus.
* Fazendo as Vontades da Carne e dos Pensamentos: A conduta da pessoa era determinada por seus próprios desejos e raciocínios corrompidos. O *pensamento* (mente) estava tão envolvido na corrupção quanto a *carne* (emoções e apetites).
* Filhos da Ira: A consequência inevitável desse estado era que o indivíduo era, por natureza, "filho da ira", merecedor do juízo divino (ira de Deus). Esta é uma afirmação alarmante, indicando que a pessoa nascia em um estado de condenação.
Em resumo, a antiga vida do discípulo, conforme descrita em Efésios 2:1-3, era uma vida de morte espiritual (incapacidade de se conectar com Deus), influência externa (o mundo e o Diabo) e corrupção interna (a carne), que culminava em um destino de ira e juízo. A grandeza da salvação é revelada pelo tremendo contraste que se segue a essa descrição, começando com as palavras "Mas Deus..." (v. 4).
A Raiva e a Ira A ira é uma emoção violenta de caráter penoso, geralmente caracterizada na Bíblia como um grave pecado (Mt 5.22, Ef 4.31, Cl 3.8), ainda que algumas vezes seja ocasionada por um justo motivo (Ef 4.26). Neste caso, o apóstolo Paulo adverte sobre o perigo de passar-se facilmente para o injusto e pecaminoso. A ira (raiva) é uma obra da carne (Gl 5.19-20), um impulso ou hábito procedente da velha maneira de viver (Cl 3.5-9) da qual devemos despojar-nos. Gera contendas, ofensas, gritarias, blasfêmias, pleitos, inimizades, homicídios (Ef 4.31, Cl 3.8, Tg 3.13, 18, Sl 37.8, Ec 7.9). É o pecado que atenta contra o amor ao próximo (1 Co 13.5, Pv 22.24-25). Cristo denuncia a ira como um pecado grave e digno de juízo (Mt 5.21-25). A ira confunde imediatamente o julgamento, ignora facilmente a verdade, passa rapidamente sobre os limites do certo. Por que nos iramos? A ira em si, não necessariamente é pecado. A ira de Deus é muito citada no Antigo Testamento (Ex 32.10, Nm 11.10...
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